Hoje, farei resenhas de dois dos maiores ícones do metal progressivo: Dream Theater e Symphony X. Ambos lançaram álbuns no meio deste ano, e já que os fãs das duas bandas criaram uma certa rivalidade entre elas, seria interessante comparar os dois álbuns, embora eu ache que seja uma luta desleal. Mas vamos lá. Começarei pelo álbum do Dream Theater, Systematic Chaos.
A capa do novo álbum representa muito bem a tendência que o Dream Theater tem seguido nos últimos anos: a tendência para o lado moderno do heavy metal. Se o black metal é o lado negro da força, o metalcore, o new metal e todas as suas vertentes são o lado incolor. O estilo que associa o progressivo à música pesada, praticamente criado pela própria banda, e que encontrou seu ápice no clássico álbum conceitual Metropolis Pt. II: Scenes From a Memory, começou a tomar outros rumos, desde o Six Degrees of Inner Turbulence. Mesmo contendo no CD2 uma única música de 42 minutos divida em várias partes, algo que todo fã xiita de qualquer banda progressiva adora, o álbum recebeu muitas críticas pela mudança no estilo, visível nas músicas do CD1. As músicas estavam muito mais pesadas, com algumas influências de música eletrônica e do grande terror dos fãs de heavy metal do mundo inteiro: o new metal. Mas isso era só o começo. Os fãs que haviam prestado suas críticas ao Six Degrees passaram a retaliar a banda pelo álbum que viria depois.
O Train of Thought apresentava toques tão modernos que a banda não foi sequer condenada por ter "influências" de bandas de new metal, mas por ter se tornado uma delas. As mesmas acusações que haviam sido feitas à banda por tentar tornar o som comercial em 1997, quando fora lançado o Falling Into Infinity, com músicas muito mais melosas - melosas, e não melódicas - e radiofônicas que as apresentadas nos álbuns anteriores, foram feitas com este novo lançamento. O uso de guitarras em afinações baixas, o abuso do uso de timbre pesado em todos os instrumentos, os vocais extremamente rappeados, tudo isso foi o suficiente para que os fãs mais radicais da banda odiassem o novo álbum, o que continuam fazendo até hoje.
Em 2005, foi lançado o Octavarium. A modernização do som da banda sofreu um certo declínio no novo lançamento. Muitos dos pontos criticados no álbum anterior não estiveram presentes neste, provavelmente uma reação da banda à má reação dos fãs. Há quem diga que, na verdade, a questão da modernização da banda é uma exigência da gravadora. Na minha opinião, se isso for verdade, só serve pra mostrar que o Dream Theater é uma banda de apadrinhados. E se a minha opinião estiver correta, o Systematic Chaos é apenas mais um presente de casamento à Roadrunner Records. Ou talvez seja um presentinho de boas vindas, já que o contrato com essa nova gravadora foi feito esse ano.
O álbum não poderia estar de forma alguma abaixo das minhas expectativas, sendo que falando-se no Dream Theater, elas já eram quase nulas. Mas sempre é gostoso dar tapa em quem dá a cara pra bater.
Para não cair na mesmice de dizer que o SC segue uma tendência new metal - e talvez até uma certa tendência anti-criativa - vou falar sobre o álbum música por música, embora eu seja suspeito para fazer isso, já que não agüentei ouvir todas mais de uma vez. Mas que seja, a cara esta lá, que o tapa seja dado. Tentarei ser breve nas piores músicas, quando na verdade elas é que deveriam ser breves, para reduzir os momentos ruins proporcionados a nossos ouvidos.
Como o álbum é fraco demais para receber mais linhas de comentário do que já recebeu, detenho-me aqui, antes que encontre algo pior para falar. E já que levei tempo demais na resenha deste primeiro álbum, deixarei o Paradise Lost para mais tarde.
See you later!
A capa do novo álbum representa muito bem a tendência que o Dream Theater tem seguido nos últimos anos: a tendência para o lado moderno do heavy metal. Se o black metal é o lado negro da força, o metalcore, o new metal e todas as suas vertentes são o lado incolor. O estilo que associa o progressivo à música pesada, praticamente criado pela própria banda, e que encontrou seu ápice no clássico álbum conceitual Metropolis Pt. II: Scenes From a Memory, começou a tomar outros rumos, desde o Six Degrees of Inner Turbulence. Mesmo contendo no CD2 uma única música de 42 minutos divida em várias partes, algo que todo fã xiita de qualquer banda progressiva adora, o álbum recebeu muitas críticas pela mudança no estilo, visível nas músicas do CD1. As músicas estavam muito mais pesadas, com algumas influências de música eletrônica e do grande terror dos fãs de heavy metal do mundo inteiro: o new metal. Mas isso era só o começo. Os fãs que haviam prestado suas críticas ao Six Degrees passaram a retaliar a banda pelo álbum que viria depois.O Train of Thought apresentava toques tão modernos que a banda não foi sequer condenada por ter "influências" de bandas de new metal, mas por ter se tornado uma delas. As mesmas acusações que haviam sido feitas à banda por tentar tornar o som comercial em 1997, quando fora lançado o Falling Into Infinity, com músicas muito mais melosas - melosas, e não melódicas - e radiofônicas que as apresentadas nos álbuns anteriores, foram feitas com este novo lançamento. O uso de guitarras em afinações baixas, o abuso do uso de timbre pesado em todos os instrumentos, os vocais extremamente rappeados, tudo isso foi o suficiente para que os fãs mais radicais da banda odiassem o novo álbum, o que continuam fazendo até hoje.
Em 2005, foi lançado o Octavarium. A modernização do som da banda sofreu um certo declínio no novo lançamento. Muitos dos pontos criticados no álbum anterior não estiveram presentes neste, provavelmente uma reação da banda à má reação dos fãs. Há quem diga que, na verdade, a questão da modernização da banda é uma exigência da gravadora. Na minha opinião, se isso for verdade, só serve pra mostrar que o Dream Theater é uma banda de apadrinhados. E se a minha opinião estiver correta, o Systematic Chaos é apenas mais um presente de casamento à Roadrunner Records. Ou talvez seja um presentinho de boas vindas, já que o contrato com essa nova gravadora foi feito esse ano.
O álbum não poderia estar de forma alguma abaixo das minhas expectativas, sendo que falando-se no Dream Theater, elas já eram quase nulas. Mas sempre é gostoso dar tapa em quem dá a cara pra bater.Para não cair na mesmice de dizer que o SC segue uma tendência new metal - e talvez até uma certa tendência anti-criativa - vou falar sobre o álbum música por música, embora eu seja suspeito para fazer isso, já que não agüentei ouvir todas mais de uma vez. Mas que seja, a cara esta lá, que o tapa seja dado. Tentarei ser breve nas piores músicas, quando na verdade elas é que deveriam ser breves, para reduzir os momentos ruins proporcionados a nossos ouvidos.
- In the Presence Of Enemies Pt. I - é sempre bom ter pelo menos duas ou três músicas para se falar bem em um álbum, serve como descanso pra vista. João Petrúquio e Cia., provavelmente prevendo isso, lançaram esta ótima introdução, sendo que ela emenda com o fim do álbum. A música contém 9 minutos, sendo que sua introdução ocupa mais da metade da música, o que me fez, por um momento, achar que a música era inteiramente instrumental. E à partir do 5º minuto, onde LaBrie finalmente aparece, fiquei em séria dúvida do porque não a terem feito inteiramente instrumental.
- Forsaken - me lembrou muito as piores músicas do Evanescence.
- Constant Motion - momento do CD em que LaBrie tentou mostrar um vocal a la James Hetfield. Pena que nem em seus estados mais porres James admiraria tal homenagem.
- The Dark Eternal Night - esta foi uma das músicas mais controversas do CD. Apesar de conter influências extremamente fortes de metalcore nos vocais gritados ao máximo e de ser também não só a música mais pesada do CD, mas talvez a mais pesada da história do Dream Theater, a música tem algumas idéias que me agradaram bastante, a começar pelos riffs matadores na guitarra de 7 cordas, como tem sido feito desde a clássica The Mirror. Os vocais gritados, por mais estranhos que possam soar em certos momentos, não chegam a destoar do clima da música. O solo também contém partes muito boas, embora alguns trechos ainda lembrem muito as partes instrumentais de The Glass Prison e This Dying Soul, as primeiras músicas da saga de Mike Papudinho. Mas essa música, como pode estar parecendo, não é a continuação da saga pinguça. Na verdade, a música seguinte, que é a continuação da saga pinguça, a meu ver, é a verdadeira pior música do CD.
- Repentance - esta música de quase 11 minutos é uma das piores músicas que o Dream Theater compôs nos últimos 11 anos, e digo nos últimos 11 anos para incluir até o Falling Into Infinity. A música começa com os 5 minutos mais longos que já vivi em toda minha vida. Dedilhados fracos harmonicamente e melodicamente, e não apenas isso; dedilhados baseados na mesma harmonia das músicas anteriores da saga pinguça. Preguiça, falta de criatividade, apadrinhamento? Acho difícil ser a última opção, pois a música é ruim para padrões comerciais, residenciais, industriais ou quaisquer que sejam. Depois que passam os 5 minutos? Um pequeno solo de guitarra. Quando penso que a música começará a melhorar ao menos um pouco, vem uma parte cheia de diálogos paralelos, com o mesmo dedilhado pífio como fundo. E é aí que sou obrigado a perguntar a quem estiver lendo como termina a música, pois ao chegar nessa parte, joguei meu fone no chão e não sei se há chances de recuperá-lo.
- Prophets of War - outra música extremamente controversa do CD, onde há uma fusão de heavy metal com música eletrônica. Não é a mesma fusão que a maioria das bandas de metal industrial têm feito atualmente; é uma fusão mais para o lado da música eletrônica. Tem uma das melodias mais estranhas do CD, e o resultado final foi um dos experimentos mais grotescos já feitos pela banda. Mas gostei do final da música. Dois motivos. Primeiro, porque Petrucci faz um barulho bem inteligente para concluí-la, provavelmente através de um mal contato provocado entre o cabo e o amplificador. Segundo, porque é a hora em que acaba a música.
- The Ministry of Lost Souls - a música tem cerca de 15 minutos, e, infelizmente, é tão entediante que não consigo ouví-la com atenção suficiente para comentar algo sobre.
- In The Presence of Enemies Pt. II - seqüência da primeira música do álbum, a música tem alguns momentos muito bons, e, no geral, é uma música boa, mas não consigo classificá-la como algo além disto. Tem cerca de 16 minutos e meio.
Como o álbum é fraco demais para receber mais linhas de comentário do que já recebeu, detenho-me aqui, antes que encontre algo pior para falar. E já que levei tempo demais na resenha deste primeiro álbum, deixarei o Paradise Lost para mais tarde.
See you later!

